O plantio de trigo da próxima safra de inverno deve ser menor no Rio Grande do Sul. No ano passado o clima causou prejuízos e agora os produtores estão cautelosos.
O agricultor Eduardo Buzatti, de Cruz Alta, noroeste do Rio Grande do Sul, tem 120 hectares plantados com nabo forrageiro. O nabo sairá do campo no fim de maio. No lugar, o agricultor vai plantar trigo, mas ele ainda guarda na lembrança os prejuízos da última safra. “O trigo é uma cultura de alto risco, mas a gente tem de apostar, até porque você tem maquinário parado, você tem a mão-de-obra, enfim, os custos fixos estão aí”, diz.
No Rio Grande do Sul a queda repentina de temperatura e a geada prejudicaram boa parte dos 700 mil hectares plantados no ano passado. A produção não atingiu a média de 1,1 milhão de toneladas por safra, situação que deixou os agricultores preocupados.
De acordo com a Conab, a área plantada com trigo no Rio Grande do Sul nesta safra deverá ser 18% menor em comparação com a safra passada. “Com as alterações e os aumentos nos custos da lavoura, principalmente na questão de fertilidade, os produtores estão revendo e pensando que tamanho de área fazer. Até porque é a partir de junho que se inicia a semeadura no município e região”, afirma o técnico agrícola da Emater, Jorge Vargas.
O Rio Grande do Sul é o segundo Estado que mais produz trigo. O primeiro é o Paraná.
Fonte: Globo Rural