CLÍNICA TECNOLÓGICA

Um ambiente que proporciona aos alunos uma aprendizagem prática e, ao mesmo tempo, é um elo entre a comunidade externa e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra): este é o objetivo da Clínica Tecnológica PET. O novo espaço, de iniciativa do Programa de Educação Tutorial em Agronomia (PET Agronomia), busca prestar consultoria gratuita a produtores rurais, empresas e comunidade em geral, que são atendidos diretamente por estudantes com supervisão de consultores profissionais. O tutor do grupo, Professor Rafael Viana, explica que a ideia da Clínica é utilizar a metodologia do aprendizado baseado no problema. O atendimento tem a participação de três atores principais: o consultor ou tutor, cuja responsabilidade é recepcionar o produtor para verificar como solucionar o problema; o treinando, que é o aluno; e o paciente. “O objetivo é atrair produtores rurais e empresas que porventura tenham algum problema real que possa ser resolvido por treinandos na presença de tutores”, explica. Segundo ele, trata-se de um projeto de extensão, mas que trabalha com a transversalização entre ensino, pesquisa e extensão. 

Etapas:

Na prática, o atendimento se dá em seis etapas: o cadastramento e o relato do problema, feito nos ambientes virtual ou físico; a classificação do problema; o agendamento de atendimento; o atendimento em si, que é feito presencialmente na Clínica; o estudo de caso e diagnose, etapa que abrange levantamento de hipóteses, estudo literário, análise de exames e estudo em grupo; e a entrega do produto, que é a resolução do problema. Os estudos envolvem o uso de laboratórios da Universidade e coleta em campo.

Inicialmente, serão atendidos problemas relacionados às áreas de Fitopatologia, Fruticultura, Plantas Daninhas, Paisagismo, Solos e Mecanização Agrícola. “Se a pessoa vem com um problema de doença de planta, por exemplo, nós vamos a campo coletar a planta, fazer o isolamento, levar para o laboratório etc. O grande ativo dessa história é o aprendizado adquirido com a resolução de um problema real”, destaca o professor.

A participação nas atividades não é restrita apenas aos petianos, estendendo-se a todos os alunos de graduação. Além disso, a ideia é disponibilizar a estrutura da Clínica Tecnológica para outros grupos PET em atividade, até mesmo de outras universidades. “Queremos solucionar o problema da comunidade externa e mostrar para os estudantes como ser consultor. Ainda temos essa deficiência dentro de todas as universidades, que é a de não ensinar o aluno a ser consultor, e a clínica vai ser uma maneira de quebrar o problema”, diz. 

Com a inauguração da Clínica Tecnológica, sua expectativa é aperfeiçoar os conhecimentos técnicos adquiridos em sala e, assim, se tornar apta a ingressar no mercado de trabalho como consultora agrícola, além de ajudar no atendimento gratuito a produtores.